3 de janeiro de 2014

Vejo, Vejo Amo...

                         

                                 Vejo, Vejo Amo...

Vejo, vejo o cego
aquele que assim
vê-se, sem visão.

Ah, sou cego, pois não a vejo
amo-lhe sem vê-la, que importa
pois a eternidade é pouco para dizer,
dizer que a amo, amo, amo...

Não temo o medo
mas não consigo falar
Ah, como o coração bate, acelerado
por negar poder dizer (ou não saber como).

Dizer que sinto, mas te amo do jeito que sei,
que sei, sabendo assim meio pedindo perdão eternamente
tendo como guia tua luz
mesmo quando a perco.

Faz  assim, como fez, mesmo
sem ter minha permissão,
pois tua liberdade que te faz ter,
ter cor e prazer em te amar.
Oh, desculpas. Desculpas, mas
preciso te amar assim meio do jeito que sei...

                                                         
                                                            Fernando Serrate
                                                                                               30.07.1994


pois

Nenhum comentário:

Postar um comentário