3 de janeiro de 2014

Vejo, Vejo Amo...

                         

                                 Vejo, Vejo Amo...

Vejo, vejo o cego
aquele que assim
vê-se, sem visão.

Ah, sou cego, pois não a vejo
amo-lhe sem vê-la, que importa
pois a eternidade é pouco para dizer,
dizer que a amo, amo, amo...

Não temo o medo
mas não consigo falar
Ah, como o coração bate, acelerado
por negar poder dizer (ou não saber como).

Dizer que sinto, mas te amo do jeito que sei,
que sei, sabendo assim meio pedindo perdão eternamente
tendo como guia tua luz
mesmo quando a perco.

Faz  assim, como fez, mesmo
sem ter minha permissão,
pois tua liberdade que te faz ter,
ter cor e prazer em te amar.
Oh, desculpas. Desculpas, mas
preciso te amar assim meio do jeito que sei...

                                                         
                                                            Fernando Serrate
                                                                                               30.07.1994


pois

Entre Meios

                                Entre Meios

 

 Na esquina do quarto 

é que a luz reflete 

os sentimentos em afagos...

O mordaz  olhar da solidão

onde na passada pelo flanco

se alcança o momento em mãos

para que o amor não fuja.

Entre os aguçados gestos 

Óh! Vida socorra-nos

venha com calor e perdão.

                                             

                                 Fernando Serate

                                             sem data

 

 

 




 


O Jardim e o Quintal

O Jardim e o Quintal
 

Não basta ser fiel, tem que ser leal pra dar certo.
Foi o que a minha namorada me disse.
A lealdade é tão importante quanto a fidelidade.
A lealdade é o pensamento da fidelidade. A fidelidade é a ação da lealdade.
A lealdade é a amizade do amor. A fidelidade é o respeito do amor.
Há casais que são fieis entre si, mas não são leais, e se distanciam um do outro.
Há casais que nunca se traem, mas tampouco se apresentam: vivem pulando a cerca nos gestos.
Podem, aparentemente, conviver em harmonia, só que não expressam o que sentem, não descrevem suas frustrações,
conservam uma fachada até a relação estourar.
Cuidam do jardim da residência e descuidam do quintal.
Não cooperam com o entendimento, não são didáticos, colocam a sujeira debaixo da cama, deixam os atritos passar sem mediação.
Parece que estão alinhados, porém apenas não estão conversando.
Não respondem onde andam com a cabeça, o que querem de verdade.
Na separação, descobrirão que não se conhecem, pois jamais descreveram suas emoções mais básicas, sequer revelaram o ciúme e o descontentamento no momento da eclosão.
Lealdade é esclarecer as dificuldades e as rusgas. É uma exposição gradual das diferenças que geram as semelhanças.

                               
                                                      Fabrício Carpinejar (Poeta e Escritor Gaúcho)

Sem Nome

Sem Nome
 

Fidelidade é uma vontade do casal diante dos demais, lealdade é mostrar a vontade de cada um no decorrer do tempo.
Fidelidade é cumplicidade, lealdade é intimidade.
Fidelidade é um posicionamento público, lealdade é a vida privada.
Fidelidade é projeção, lealdade reflete aquilo que você é para si.
Se contrariar seu sonho com o casamento ou o namoro, está sendo desleal, mesmo que seja fiel.
Fidelidade é um passo externo, lealdade é um passo interno.
Fidelidade é honrar o compromisso perante o trabalho e os amigos, lealdade é honrar o compromisso em casa.
Lealdade é expor o que se está pensando, o que se procura não omitir suas intenções, manter sua companhia atualizada de seus
problemas e de suas soluções.
Fidelidade é proteger o relacionamento, lealdade é não esconder o que está acontecendo dentro do relacionamento.
Sem lealdade, o amor cansa, o amor estanca, o amor não cresce.
A deslealdade separa mais do que a infidelidade.
A deslealdade é se trair por dentro.

Autor desconhecido

Texto

Texto


 Quem não ama faz tudo certo. Oferece tempo de sobra, respeita o espaço do outro, deixa sair com os amigos quantas vezes
quiser, não pressiona, pode ficar tranquilamente uma semana sem ver, não telefona a toda hora, não cobra, não discute, não
incomoda com perguntas. É perfeito no namoro justamente porque não tem nenhum interesse.
Já quem ama faz tudo errado. Atropela a relação, apressa, pretende ver sempre, sofrerá com a ansiedade do próximo encontro
tem ciúme, saudade do ciúme, fica em cima controlando as saídas, é desajeitado para dizer o que pensa, trocará os pés pelas mãos,
vai buscar entender e analisar cada palavra, cada silêncio, não esquece nada do que foi dito, não dormirá sem saber que não está
sozinho no próprio arrebatamento.
Quem ama não seduz. Se seduz, não ama. Não dá para amar e seduzir ao mesmo tempo.

Autor desconhecido.

2 de janeiro de 2014

Quando Realmente Escrevi (version in english)

                                          Quando Realmente Escrevi (version in english)

                                                 Actually when I wrote


When I stopped smiling false,
When I cried for a company.
Where hide me, my being sought.

I need to really live
Feel that they must die, hide me.
Gee! I ran, I ran so tired,
Now rest ...

When actually wrote,
When actually cried,
When really smile,
When really felt life.

I ask you now, I pray.
You describe the sea and its lavish adventures.
For I tell you:
Hearken birdsong,
The scent of flowers,
Weeping trees interspersed.

Then, run, run field apart,
Lie down and look up
And see the bluish clouds
Pass the wrapped hands and perceive
The soft green carpet.

I cried, Maybe, I do not have the sea and the sand ...
But smiling because I have:
Green,
The birds,
The flowers,
The forest
And your homesickness ...
                                                                    
                                                                   Fernando Serrate
                                                                                                  29/10/1977

Quando Realmente Ecrevi

Quando Realmente Escrevi

Quando deixei de sorrir em falso,
Quando chorei por uma companhia.
Sempre que me escondia, buscava meu ser.

Preciso realmente viver
Sentir que não preciso morrer, esconder-me.
Puxa vida! Corri, corri até cansar,
Agora descanso...

Quando realmente escrevi,
Quando realmente chorei,
Quando realmente sorri,
Quando realmente senti a vida.

Peço ora você, ora eu.
Descreves o mar e suas pródigas aventuras.
Pois lhe digo:
Escutes o cantar dos pássaros,
O perfume das flores,
O choro entremeado das árvores.

Aí, corra, corra campo afora,
Deite-se e olhe para cima
E veja as nuvens azuladas
Passe as mãos envolta e percebas
O macio do tapete verde.

Chorei, Talvez, eu não tenha o mar e a areia...
Mas sorri, porque tenho:
O verde,
Os pássaros,
As flores,
A mata
E tua saudade...

                                                                        Fernando Serrate

                                                                                                            29.10.1977