Sendo esta sociedade com ruptura de ideais consignados com os mandatários
viciosos não haverá discussão que se julgue própria de uma sociedade justa.
Fernando Serrate
Pedaços do Silencio
Poesias, pensamentos e reflexões internas. E tudo mais que minha mente permitir.
4 de fevereiro de 2017
6 de março de 2016
Pensamento Nº6
" O tempo é o que se faz, e mesmo o que faz com que tudo se faça. "
Henri Bergson (1859-1941) filósofo frances
Henri Bergson (1859-1941) filósofo frances
3 de janeiro de 2014
Vejo, Vejo Amo...
Vejo, Vejo Amo...
Vejo, vejo o cegoaquele que assim
vê-se, sem visão.
Ah, sou cego, pois não a vejo
amo-lhe sem vê-la, que importa
pois a eternidade é pouco para dizer,
dizer que a amo, amo, amo...
Não temo o medo
mas não consigo falar
Ah, como o coração bate, acelerado
por negar poder dizer (ou não saber como).
Dizer que sinto, mas te amo do jeito que sei,
que sei, sabendo assim meio pedindo perdão eternamente
tendo como guia tua luz
mesmo quando a perco.
Faz assim, como fez, mesmo
sem ter minha permissão,
pois tua liberdade que te faz ter,
ter cor e prazer em te amar.
Oh, desculpas. Desculpas, mas
preciso te amar assim meio do jeito que sei...
Fernando Serrate
30.07.1994
pois
Entre Meios
Entre Meios
Na esquina do quarto
é que a luz reflete
os sentimentos em afagos...
O mordaz olhar da solidão
onde na passada pelo flanco
se alcança o momento em mãos
para que o amor não fuja.
Entre os aguçados gestos
Óh! Vida socorra-nos
venha com calor e perdão.
Fernando Serate
sem data
O Jardim e o Quintal
O Jardim e o Quintal
Não basta ser fiel, tem que ser leal pra dar certo.Foi o que a minha namorada me disse.
A lealdade é tão importante quanto a fidelidade.
A lealdade é o pensamento da fidelidade. A fidelidade é a ação da lealdade.
A lealdade é a amizade do amor. A fidelidade é o respeito do amor.
Há casais que são fieis entre si, mas não são leais, e se distanciam um do outro.
Há casais que nunca se traem, mas tampouco se apresentam: vivem pulando a cerca nos gestos.
Podem, aparentemente, conviver em harmonia, só que não expressam o que sentem, não descrevem suas frustrações,
conservam uma fachada até a relação estourar.
Cuidam do jardim da residência e descuidam do quintal.
Não cooperam com o entendimento, não são didáticos, colocam a sujeira debaixo da cama, deixam os atritos passar sem mediação.
Parece que estão alinhados, porém apenas não estão conversando.
Não respondem onde andam com a cabeça, o que querem de verdade.
Na separação, descobrirão que não se conhecem, pois jamais descreveram suas emoções mais básicas, sequer revelaram o ciúme e o descontentamento no momento da eclosão.
Lealdade é esclarecer as dificuldades e as rusgas. É uma exposição gradual das diferenças que geram as semelhanças.
Fabrício Carpinejar (Poeta e Escritor Gaúcho)
Sem Nome
Sem Nome
Fidelidade é uma vontade do casal diante dos demais, lealdade é mostrar a vontade de cada um no decorrer do tempo.Fidelidade é cumplicidade, lealdade é intimidade.
Fidelidade é um posicionamento público, lealdade é a vida privada.
Fidelidade é projeção, lealdade reflete aquilo que você é para si.
Se contrariar seu sonho com o casamento ou o namoro, está sendo desleal, mesmo que seja fiel.
Fidelidade é um passo externo, lealdade é um passo interno.
Fidelidade é honrar o compromisso perante o trabalho e os amigos, lealdade é honrar o compromisso em casa.
Lealdade é expor o que se está pensando, o que se procura não omitir suas intenções, manter sua companhia atualizada de seus
problemas e de suas soluções.
Fidelidade é proteger o relacionamento, lealdade é não esconder o que está acontecendo dentro do relacionamento.
Sem lealdade, o amor cansa, o amor estanca, o amor não cresce.
A deslealdade separa mais do que a infidelidade.
A deslealdade é se trair por dentro.
Autor desconhecido
Texto
Texto
Quem não ama faz tudo certo. Oferece tempo de sobra, respeita o espaço do outro, deixa sair com os amigos quantas vezes
quiser, não pressiona, pode ficar tranquilamente uma semana sem ver, não telefona a toda hora, não cobra, não discute, não
incomoda com perguntas. É perfeito no namoro justamente porque não tem nenhum interesse.
Já quem ama faz tudo errado. Atropela a relação, apressa, pretende ver sempre, sofrerá com a ansiedade do próximo encontro
tem ciúme, saudade do ciúme, fica em cima controlando as saídas, é desajeitado para dizer o que pensa, trocará os pés pelas mãos,
vai buscar entender e analisar cada palavra, cada silêncio, não esquece nada do que foi dito, não dormirá sem saber que não está
sozinho no próprio arrebatamento.
Quem ama não seduz. Se seduz, não ama. Não dá para amar e seduzir ao mesmo tempo.
Autor desconhecido.
2 de janeiro de 2014
Quando Realmente Escrevi (version in english)
Quando Realmente Escrevi (version in english)
Actually when I wrote
When I stopped smiling false,
When I cried for a company.
Where hide me, my being sought.
I need to really live
Feel that they must die, hide me.
Gee! I ran, I ran so tired,
Now rest ...
When actually wrote,
When actually cried,
When really smile,
When really felt life.
I ask you now, I pray.
You describe the sea and its lavish adventures.
For I tell you:
Hearken birdsong,
The scent of flowers,
Weeping trees interspersed.
Then, run, run field apart,
Lie down and look up
And see the bluish clouds
Pass the wrapped hands and perceive
The soft green carpet.
I cried, Maybe, I do not have the sea and the sand ...
But smiling because I have:
Green,
The birds,
The flowers,
The forest
And your homesickness ...
Fernando Serrate
29/10/1977
Quando Realmente Ecrevi
Quando Realmente Escrevi
Quando deixei de sorrir em falso,Quando chorei por uma companhia.
Sempre que me escondia, buscava meu ser.
Preciso realmente viver
Sentir que não preciso morrer, esconder-me.
Puxa vida! Corri, corri até cansar,
Agora descanso...
Quando realmente escrevi,
Quando realmente chorei,
Quando realmente sorri,
Quando realmente senti a vida.
Peço ora você, ora eu.
Descreves o mar e suas pródigas aventuras.
Pois lhe digo:
Escutes o cantar dos pássaros,
O perfume das flores,
O choro entremeado das árvores.
Aí, corra, corra campo afora,
Deite-se e olhe para cima
E veja as nuvens azuladas
Passe as mãos envolta e percebas
O macio do tapete verde.
Chorei, Talvez, eu não tenha o mar e a areia...
Mas sorri, porque tenho:
O verde,
Os pássaros,
As flores,
A mata
E tua saudade...
Fernando Serrate
29.10.1977
3 de novembro de 2013
17 de dezembro de 2011
Procura-se um amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada,
de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um
grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo
e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro,
nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e,
no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado
de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das
recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar
o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e
da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados,
de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas
porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não
se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros
sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda
se vive.
Vinicius de Moraes
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada,
de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um
grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo
e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro,
nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e,
no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado
de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das
recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar
o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e
da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados,
de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas
porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não
se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros
sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda
se vive.
Vinicius de Moraes
Visão Gaúcha
Visão Gaúcha
Vejo ao caminho dos anos
Que as coxilhas mostram ao taura
Sem que se mostre pouco fulgaz e inquieto.
Apresenta do dia em que o sol queima,
mas que revela coragem diante do mais ímpeto
e arrojado desafio.
Seja como o tocar da viola,
o lema de ser homem.
Para que nas águas correntes
possa-se lavar o rosto quente.
E com o coração ditar a verdade
esquecida pela saudade
e sempre na esperança de não
esquecer de onde nasceu.
Fernando Serrrate
Vejo ao caminho dos anos
Que as coxilhas mostram ao taura
Sem que se mostre pouco fulgaz e inquieto.
Apresenta do dia em que o sol queima,
mas que revela coragem diante do mais ímpeto
e arrojado desafio.
Seja como o tocar da viola,
o lema de ser homem.
Para que nas águas correntes
possa-se lavar o rosto quente.
E com o coração ditar a verdade
esquecida pela saudade
e sempre na esperança de não
esquecer de onde nasceu.
Fernando Serrrate
4 de dezembro de 2011
Sim, sei bem
Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.
21 de outubro de 2011
Pensando...
Mas pensar não é o mesmo que representar, a
mente sabe algo que deixou de imaginar.
Fernando Serrate
mente sabe algo que deixou de imaginar.
Fernando Serrate
Soneto de Amor
Não me peças palavras, nem baladas
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.
Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.
E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.
Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarçe!
José Régio
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.
Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.
E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.
Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarçe!
José Régio
6 de setembro de 2011
Meu Deus, me dê a Coragem
Meu Deus, me dê a Coragem
Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.
Clarice Lispector
Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.
Clarice Lispector
17 de maio de 2011
Ciúme
Ciúme
Como todo sentimento
Institui num só toque
Utopia de um abrangente momento
Mistificado pelo retoque
Estonteante da sombra do pensamento.
01.07.86
Fernando Serrate
Como todo sentimento
Institui num só toque
Utopia de um abrangente momento
Mistificado pelo retoque
Estonteante da sombra do pensamento.
01.07.86
Fernando Serrate
1 de maio de 2011
Caminho Trilhado
Caminho Trilhado
Querendo que a vida passe,
vida esta que o vento
espalha como nuvens soltas
pelo céu.
Que meu coração em apuros,
talvez como último suspiro
viva mesmo que atinja o limite
do fôlego
que sobrou do amor trilhado.
Fernando Serrate
01.06.2010
28 de abril de 2011
Carta ao Pai!
Carta ao Pai!
Teus braços enlaçam
O amor que coragem traz
Pois do amor ele vigora
A força da aventura
Que dá a visão
Do profundo olhar do amor
Tenha os céus o prêmio
De contar com tua presença
E com a saudade
Eterna e infinita...
Que fico a te lembrar.
Fernando Serrate
12.12.87
Teus braços enlaçam
O amor que coragem traz
Pois do amor ele vigora
A força da aventura
Que dá a visão
Do profundo olhar do amor
Tenha os céus o prêmio
De contar com tua presença
E com a saudade
Eterna e infinita...
Que fico a te lembrar.
Fernando Serrate
12.12.87
Carta a Mãe
Carta a Mãe
É o filtro do olhar
Em que o amor torna
A vida em sonho!
Oh! É o eterno toque
Que faz os momentos
em infinitos retoques.
Não fiques longe.
Viva, mas não desapareça,
pois espero que sejas
eterna...
Fernando Serrate
12.12.87
É o filtro do olhar
Em que o amor torna
A vida em sonho!
Oh! É o eterno toque
Que faz os momentos
em infinitos retoques.
Não fiques longe.
Viva, mas não desapareça,
pois espero que sejas
eterna...
Fernando Serrate
12.12.87
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