17 de outubro de 2010

7 de outubro de 2010

Recado

Pelas bordas das palavras
onde tem portas e janelas
para amenizar a visões.

Na ânsia de varrer as cascas
que tapam o embrião do medo
pelo qual tinge em olhares foscos
a outrora paisagem de sonhos.

Fitam os moldes toscos
em vertigens alucinantes sem fel
onde nascerá como razão a mentira
pintada no quadro vivo da alma
para que tanto terá o falso mel
pelo doce da vida já perdida, perdido...

                                                       F.S.     18.11.1986