Pelas bordas das palavras
onde tem portas e janelas
para amenizar a visões.
Na ânsia de varrer as cascas
que tapam o embrião do medo
pelo qual tinge em olhares foscos
a outrora paisagem de sonhos.
Fitam os moldes toscos
em vertigens alucinantes sem fel
onde nascerá como razão a mentira
pintada no quadro vivo da alma
para que tanto terá o falso mel
pelo doce da vida já perdida, perdido...
F.S. 18.11.1986
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