Quando Realmente Escrevi
Quando deixei de sorrir em falso,Quando chorei por uma companhia.
Sempre que me escondia, buscava meu ser.
Preciso realmente viver
Sentir que não preciso morrer, esconder-me.
Puxa vida! Corri, corri até cansar,
Agora descanso...
Quando realmente escrevi,
Quando realmente chorei,
Quando realmente sorri,
Quando realmente senti a vida.
Peço ora você, ora eu.
Descreves o mar e suas pródigas aventuras.
Pois lhe digo:
Escutes o cantar dos pássaros,
O perfume das flores,
O choro entremeado das árvores.
Aí, corra, corra campo afora,
Deite-se e olhe para cima
E veja as nuvens azuladas
Passe as mãos envolta e percebas
O macio do tapete verde.
Chorei, Talvez, eu não tenha o mar e a areia...
Mas sorri, porque tenho:
O verde,
Os pássaros,
As flores,
A mata
E tua saudade...
Fernando Serrate
29.10.1977
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