31 de maio de 2010

Milonga

Desde mais longa
esquina perdida no luar
sigo a luz de tua milonga.

Calculada em teu olhar
ostentado no choro da tua alma
na inusitada sensação do pulsar
heróico coração, a calma.

Erudita no sentido de amar
no coeficiente dos olhos da bela
desnuda mulher em sonhos do pago
a que distância tenho dela!
                                                          F.S.           10.06.86

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